3 de abr de 2011

''O FANTASMA DA ÓPERA''

A história desenvolve-se no século XIX, em Paris, na Ópera de Paris, 
um monumental e luxuoso edifício, construído entre 1857 e 1874, 
sobre um enorme lençol de água subterrâneo. 
Os empregados afirmam até hoje que a ópera é assombrada 
por um misterioso fantasma, que causa uma variedade de acidentes.
Existe uma metáfora na história onde o Fantasma 
representa o feio, o soturno, o doentio, ou seja, a própria arte!


O fantasma da Ópera habitava o imenso subterrâneo do teatro mais famoso de Paris e de lá só saía para acaelentar suas duas paixões: a música e a encantadora jovem, cantora Christine Daaé. 
O fantasma, prisioneiro da própria feiura, perambula pelo teatro, ora aterrorizando, quem zomba de sua imensa feiura e de sua existência, ora fazendo a voz de Christine, a mais cristalina que Paris já escutou. Ninguém o vê, mas cedo ou tarde, todos sentem a sua presença e o temem. Nos corredores, salas e alçapões escuros da Ópera a figura misteriosa do fantasma, pouco a pouco vai se revelando; a imagem de espírito maldito vai se desfazendo, e o protagonista se humaniza. O livro, escrito de modo jornalístico, lança mão de um acidente ocorrido em 1896, quando um dos contrapesos dos enormes candelabros caiu sobre o público e ainda leva em consideração a construção do teatro de Paris, quando na época o arquiteto criou uma estrutura complexa de corredores e saletas, um sistema de passagens que só essa pessoa conhecia. Erick, o fantasma, tem vocação de arquiteto e uma paixão pela música. A seguir a narrativa parece um documentário onde a história ganha verossimilhança onde se mesclam ficção e realidade.
O enredo coloca uma heroína em perigo, essa heroína é a cantora Christine Daaé, ameaçada pelo fantasma que vive a margem da sociedade.


 Mas seria Erick humano? 

Ou seria mesmo um fantasma?

A leitura desse livro 
(escrito pelo francês Gaston Leroux)
mostra as mazelas de um ser
   que muitas vezes, só o amor,
fraterno ou não, pode curar.
Erick, para ser bom só lhe faltou ser amado.






Nenhum comentário:

Postar um comentário